domingo, 13 de maio de 2012
VÍTIMAS CIVIS
VÍTIMAS CIVIS
O número de vítimas civis da Guerra do Golfo, classificadas como “efeito colateral” pelas Forças Armadas americanas, aumentou à medida em que os ataques continuavam.
Refugiados que chegavam à fronteira da Jordânia relatavam casos de mortes de civis. Eles contavam também que Bagdá estava sem água e energia elétrica.
Segundo o governo iraquiano, os Estados Unidos destruíram também uma fábrica de leite em pó para bebês. Já os americanos insistiram que se tratava de um centro de produção de armas biológicas.
Em 13 de fevereiro, um bombardeiro “invisível” americano bombardeou um local onde, segundo forças aliadas, funcionaria um importante centro de comando iraquiano. Houve, porém, um erro na identificação do alvo. As bombas atingiram um abrigo antiaéreo utilizado por civis. Pelo menos 315 pessoas morreram, entre elas, 130 crianças.
Saddam Hussein aproveitou o máximo que pôde os erros dos aliados para fazer propaganda de seu regime.
O líder iraquiano também usou um crescente número de civis kuwaitianos como escudos humanos em importantes instalações militares e industriais do Iraque.
MÍSSEIS SCUD
MÍSSEIS SCUD
Na quinta-feira, dia 17 de janeiro, o Iraque lançou sua primeira onda de ataques com mísseis Scud contra alvos em Tel Aviv e Haifa, em Israel.
Um outro Scud, disparado contra as forças americanas estacionadas na Arábia Saudita, foi interceptado no ar por um míssil americano Patriot.
Israel disse que não iria retaliar, confiando nas baterias de mísseis Patriot instaladas às pressas em seu território.
Uma missão das forças americanas para identificar e destruir os lançadores portáteis de mísseis Scud no Iraque foi logo iniciada, enquanto os mísseis continuaram sendo disparados contra Israel e Arábia Saudita.
O ataque mais bem-sucedido foi em 25 de fevereiro, quando um Scud acertou um prédio na base americana de Dhahran, na Arábia Saudita, matando 28 militares dos Estados Unidos.
No total, 39 mísseis Scud foram disparados contra Israel, causando prejuízos mas poucas vítimas.
INVASÃO DO KUWAIT (1990)
INVASÃO DO KUWAIT (1990)
Às 2h da manhã (hora local do Kuwait), do dia 2 de agosto de 1990, tropas iraquianas atravessaram a fronteira com o Kuwait e assumiram o controle da capital do país, a Cidade do Kuwait.
As forças armadas kuwaitianas, em número muito inferior, não puderam oferecer grande resistência. O líder do Kuwait, Sheik Jaber Al-Ahmed Al-Sabah, fugiu para a Arábia Saudita, onde obteve asilo.
Saddam Hussein argumentou, na época, que seu ataque foi em apoio a um levante que vinha sendo planejado contra o governo do pequeno emirado. Assassinatos e maus tratos contra kuwaitianos que resistiram à ocupação iraquiana foram ocorrências comuns.
Centenas de estrangeiros foram mantidos em fábricas e bases militares kuwaitianas como escudos humanos, mas foram libertados antes do início da campanha militar dos países ocidentais contra o Iraque.
A invasão do Kuwait ocorreu num momento em que o Iraque enfrentava uma crise econômica em decorrência de suas dívidas de guerra. Saddam acusou o Kuwait de manter os preços do petróleo em baixa e de explorar mais petróleo do que tinha direito em um campo de extração dividido pelos dois países.
O Iraque nunca aceitou as fronteiras entre os dois países, estabelecidas pelos britânicos, que defendiam a independência do Kuwait. Então, quando o Kuwait se recusou a perdoar as dívidas de guerra do Iraque, foi a deixa que Bagdá esperava para realizar a invasão. O Conselho de Segurança da ONU impôs sanções econômicas e aprovou uma série de resoluções condenando o Iraque.
Uma coalizão de vários países então foi formada e milhares de soldados foram enviados para a região do Golfo Pérsico. Os Estados Unidos conceberam um plano de batalha, e o general americano Norman Schwartzkopf foi colocado em controle das operações.
Em novembro de 1990, depois que foram abandonadas as tentativas de resolver a crise através dos canais diplomáticos, a ONU estabeleceu um prazo final para que o Iraque saísse do Kuwait e autorizou o uso de “todos os meios necessários” para forçar o Iraque a obedecer a determinação.
TEMPESTADE NO DESERTO
TEMPESTADE NO DESERTO
Em 17 de janeiro de 1991, aviões dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e de outros países aliados realizaram o primeiro ataque ao Iraque.
Na ocasião, enquanto o presidente americano George Bush prometia que os Estados Unidos “não iriam falhar”, Saddam Hussein anunciou que “a mãe de todas as batalhas estava em andamento”.
Mísseis de cruzeiro foram usados pela primeira vez num cenário real, disparados dos navios de guerra americanos no Golfo Pérsico.
Imagens dos mísseis cruzando o céu de Bagdá foram filmadas e vistas nas TVs de todo o mundo.
Os caças, bombardeiros e helicópteros aliados visaram centenas de alvos, como bases militares, campos de pouso, pontes, prédios do governo e usinas.
Os aviões dos países do ocidente realizaram mais de 116 mil viagens de ataque nas seis semanas seguintes e lançaram sobre seus alvos um total de 85 mil toneladas de bombas.
Cerca de 10% dessas bombas eram dotadas de tecnologia que lhes permitia acertar com precisão seus alvos, guiadas por uma mira a laser. Eram as chamadas “bombas inteligentes”.
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TEMPESTADE NO DESERTO
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Saudi Arabia
Como surgem as tempestades de areia?
A maioria delas aparece naturalmente, com o aquecimento da superfície dos desertos. Ao amanhecer, os raios solares esquentam o solo, fazendo com que a temperatura do chão pule de 30 ºC às 8 da manhã para 80 ºC ao meio-dia. Esse enorme aquecimento rompe a camada fria que existe nas primeiras horas do dia próximo ao solo e origina ventos de até 100 km/h. A quantidade de sedimentos que esses sopros podem transportar é impressionante. Somente no deserto do Saara, na África, estima-se que os ventos do deserto carreguem anualmente 260 milhões de toneladas de areia para outras regiões. Desse total, cerca de 35 milhões de toneladas vão parar no oceano Atlântico. "A força do fenômeno é tamanha que as rajadas que sopram para o oeste levam grãos de areia até o arquipélago de Cabo Verde, a cerca de 500 quilômetros do litoral africano", afirma o geógrafo Roberto Verdum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A areia pára por aí, mas a poeira fina vai ainda mais longe: erguidas pelo vento, partículas de pó cruzam o oceano Atlântico e aportam nas Américas, trazendo junto grande quantidade de bactérias e fungos que podem prejudicar os ecossistemas locais. Apesar de serem fenômenos naturais, as tempestades de areia podem acontecer com mais freqüência por causa da ação humana. O desmatamento e o esgotamento dos solos tendem a aumentar a área coberta pela areia. Aí, se a região tiver ventos fortes, o lugar torna-se propício para as tempestades. A situação é particularmente grave na China, onde violentas rajadas fazem as areias avançarem cerca de 3 mil quilômetros quadrados por ano, ameaçando soterrar 24 mil pequenas cidades e 30 mil quilômetros de rodovias nas próximas décadas.
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